Um Lugar para a Dança

Desde 1996, a EIRA tem vindo a apoiar diversos coreógrafos e outros artistas, portugueses e estrangeiros, ao nível da cedência gratuita de espaço de ensaio para a realização dos seus projectos bem como organização de residências de criação e investigação artística.

O Teatro da Voz além de ser o novo espaço de trabalho diário da equipa da EIRA e seus artistas associados, é também através da EIRA, um espaço aberto a todos os coreógrafos, bailarinos e companhias de dança independentes, de Portugal e do estrangeiro, que procurem um espaço de ensaio em Lisboa para desenvolver as suas criações e/ou os seus projectos.

Conforme a disponibilidade horária do estúdio, a EIRA providencia gratuitamente a diversos artistas, o acesso a um espaço de ensaio equipado com material luminotécnico, sonoro e video, que pode ser utilizado com uma disposição convencional de Black Box, revestido a cortinas pretas e com plateia amovível para a realização de ensaios bem como para apresentação e realização de diversas outras actividades e eventos (ensaios abertos, apresentações informais, etc).

ENVIO DE PROPOSTAS:

Para envio de propostas ao nível de cedência de espaço de ensaio no Teatro da Voz queiram por favor entrar em contacto com a equipa de produção através de eira@eira.pt que vos informará atempadamente da disponibilidade de horários e condições de utilização do estúdio.

 

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RESIDÊNCIAS

PROJECTO RABBIT HOLE
8 de Janeiro > 2 de Fevereiro

Inspirada nas noites queer-trash das grandes urbes, nasce em Lisboa uma estrutura que dá espaço aos queers e às prostitutas, amantes da arte, do core, da artcore e do hardcore, cyborgues, genderfuckers e rave-feministas. De um antro de fusão de lasers e purpurina, a Rabbit Hole surge para celebrar esta Existência, de forma plena e bem recheada pelas forças criativas que nos permitem continuar a afirmar. Sim. A tudo.
Inicialmente nascida da vontade de criar uma festa que explorasse as vísceras, sem dresses nem codes, a Rabbit Hole acabaria por se transformar numa plataforma artística, e com todos os que nos acompanham, insaciados, empunhando serras elétricas, glitter guns e pinças, sob a aura de visões cinematográficas, fotográficas, literárias e corporais, recebemos a noite, regozijando-nos na euforia da maior sagração do queer-trash lisboeta.
Seguindo a Força, a Rabbit Hole é agora uma estrutura de programação vasta e variada, reiterando a necessidade de traduzir estas vontades em muitas e cada vez mais formas de expressão. Desde ciclos de cinema a debates, performances, concertos e instalações/exposições, a Rabbit Hole propõe-se a dar voz a artistas emergentes, divergentes, mergulhadores, escavadores, descobridores, entre muitas outras ores. Queremos criar um espaço seguro e inclusivo para a mostra e exploração de territórios sempre novos, estranhos, tortuosos, indefinidos, num limiar do que é? Ou não é? Será?

Direcção Pedro Marum
Programação Miguel Ribeiro
Produção Mariana Vieira, João Estevens
Colectivo Francisco Belard, Inha Cordovil, Joana Sousa, João Estevens, João Leitão, João Robalo, Jules Barbier, Mafalda Jacinto, Mariana Marques, Mariana Vieira, Miguel Ribeiro, Pedro Marum, Sara Coimbra Loureiro, Sara Leite, Tiago Mansilha, Vera Belchior

 

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GEMINIS
António Torres e Sérgio Diogo Matias
18 a 27 de Janeiro

“Neste trabalho procuramos, através da ideia de paralelo e da construção de várias simetrias e sincronias, encontrar um corpo consequente, uma coreografia do possível a partir do encontro de dois corpos com frequências energéticas amplas comuns. É uma coreografia interseccional onde, a partir das multiplicidades transversais individuais e biográficas de dois corpos, se procuram unicidades, analogias para a construção e um novo corpo. Desenvolvem-se paradigmas de um corpo de hoje, um corpo referencial, imagético, enérgico, que engole o ar na construção de si, através do encontro e da possibilidade de infiltração no/do outro. Não enquanto projeção, antes enquanto contaminação de lugares comuns.”

Criação e Interpretação António Torres e Sérgio Diogo Matias
Figurinos e Música António Torres e Sérgio Diogo Matias
Desenho de Luz Vasco Mota
Vídeo e Imagem Sofia Marques Ferreira
Documentação Telma João Santos
Apoio à produção Associação Cultural – Vaca Magra

António Torres (Lisboa, 1987) É licenciado pela Escola Superior de Dança (2014) e em Artes Performativas na ESTAL (2009), tendo ainda estado no Konservatorium de Viena, em ERASMUS (2014). Integrou FALL, de Victor Hugo Pontes (2014) e Clouds after Cranach, de Esther Balfe (Cia. William Forsythe). Em 2015, interpretou THIS IS NOT A LOVE STORY, de Maurícia Neves (CCB) e Eternuridade, de Amélia Bentes. No mesmo ano, cocriou com Ana Jezabel, OUTRO EM MIM QUE EU INGORO (2015) e A IMPORTÂNCIA DE SER des NECESSÁRIO(2017). Participou em A SLOW DANCE WITHOUT NAME (2016) de Jacopo Miliani, como performer. Criou um solo sem título no projecto Campos da Dança no Festival Todos’16 e ENCARNADO em 2017, a convite da Madalena Victorino. Colaborou com Rui Horta na abertura da exposição de Robert Schad. Interpreta We are NOT so pretentious, cocriação com Bárbara Carlos e Maurícia | Neves (2017). Destaca ainda ANJOS NO CABELO DO DIABO, encenação de Miguel Borges e TÚMULO DE CÃES, de Dinarte Branco. Ao longo do seu percurso, tem feito workshops com Alain Platel, Hoffesh Shechter, Jonathan Burrows, Doris Ulrich, Tânia Carvalho, Esther Balfe, Madalena Victorino, João Fiadeiro, Peter M. Dietz, Tamara Cubas, Vera Mantero, Marlene M. Freitas, entre outros.

Sérgio Diogo Matias (Lisboa, 1985) iniciou os seus estudos nas artes plásticas e em 2008 e 2010 ingressa na licenciatura de Interpretação/ Criação da Escola superior de Dança – Instituto Politécnico de Lisboa. No último ano da licenciatura Frequenta a ArteZ Hogeeschool, em Arnhem sendo bolseiro do programa Erasmus e em 2013/ 2014 é aluno do curso do Fórum Dança, PEPCC. Como intérprete destaca colaborações com Amélia Bentes, Miguel Pereira e o Ballet Contemporâneo do Norte. Em 2014 é cocriador de Pastiche em colaboração com Luiz Antunes, projeto financiado pelo programa de bolsas de apoio à criação em dança pela Fundação Calouste Gulbenkian. Em Abril de 2017 apresenta nos Palcos Instáveis uma colaboração com Filipe Moreira, CASULA e é intérprete na Criação “EQUANIMIDADE” de Vânia Rovisco, no âmbito do Festival Walk&Talk. Destaca também o seu último trabalho MASS|MESS, que teve estreia no Festival Paralelo, Açores. Atualmente colabora com a Associação Cultural – Vaca Magra, bem como é intérprete na peça “Violência das Coisas Insensíveis” de Nuno Labau com apresentação na 19a Plataforma Internacional do Festival de Dança de Almada. No contexto do Festival Cartografias, com curadoria de Ezequiel Santos, apresenta o seu solo Insólido, que teve inicio durante o curso do Forum Dança, PEPCC.

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